A filial do X/Twitter em Paris, na França, foi alvo de uma operação de busca e apreensão deflagrada por promotores franceses nesta terça-feira (03). Com apoio da Interpol, a ação é parte de uma investigação criminal iniciada em janeiro de 2025. Autoridades apuram se a empresa de Elon Musk manipulou algoritmos para privilegiar certos tipos de conteúdo.
A investigação cresceu. Agora, também vai apurar acusações de extração ilegal de dados e falta de cooperação com a Justiça. Além das buscas no escritório da rede social, a Justiça chamou Musk e a antiga CEO do X/Twitter, Linda Yaccarino, para prestarem depoimento.
Investigação francesa apura acusações criminais contra o X/Twitter e intima lideranças da empresa
A unidade de combate ao cibercrime de Paris quer saber se o X/Twitter mudou seu sistema de propósito para mostrar mais conteúdos políticos. Existe uma suspeita forte de que postagens de Musk ganharam destaque artificial. Para especialistas franceses, mexer no que o usuário recebe sem avisar pode ser considerado um crime semelhante à invasão de computadores.
O processo também ganhou um capítulo mais grave: a acusação de que a rede facilitou o acesso a imagens proibidas de menores de idade. Essas imagens teriam sido criadas pelo Grok, chatbot de inteligência artificial (IA) do X/Twitter, no final de 2025. Por causa desse conjunto de irregularidades e da falta de respostas, a Justiça passou a tratar a empresa como um “grupo organizado”.
A rede social nega ter feito algo errado e diz que a investigação tem interesses políticos por trás. A empresa afirma que entregar o segredo do seu algoritmo e os dados de todos os usuários em tempo real quebraria a privacidade das pessoas. Por isso, o X/Twitter tem se recusado a dar os acessos pedidos pelo governo francês, além de alegar que isso feriria a liberdade de expressão.
Como resposta a esse conflito, os próprios promotores de Paris decidiram parar de usar o X/Twitter. A partir de agora, eles vão falar com o público apenas por meio do LinkedIn e Instagram. Além disso, Musk e Linda Yaccarino foram chamados para conversar com a Justiça em 20 de abril de 2026. O caso lembra o que aconteceu com o dono do Telegram, Pavel Durov, preso na França em 2024 por não controlar crimes ocorridos em seu aplicativo.
(Essa matéria usou informações de Le Monde e redes sociais.)
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