Pesquisadores identificaram um novo tipo de nanotubo nos neurĂ´nios maduros, chamado nanotubo dendrĂtico (DNT), que conecta dendritos, as ramificações dos neurĂ´nios, e transporta materiais como Ăons de cálcio e pequenas molĂ©culas.
Diferente dos nanotubos de tunelamento (TNTs), os DNTs tĂŞm extremidades fechadas e formam uma ponte fĂsica distinta das sinapses tradicionais, sendo identificados em tecido cerebral de camundongos e humanos usando microscopia avançada e aprendizado de máquina.

Disseminação de beta-amiloide e Alzheimer
- O estudo, publicado na Science, mostrou que os DNTs podem transportar peptĂdeos beta-amiloide (Aβ) entre neurĂ´nios.
- Em testes com fatias de cérebro de camundongos, os DNTs espalharam beta-amiloide para células vizinhas, enquanto a inibição da formação dos nanotubos reduziu essa disseminação.
- Modelos computacionais sugerem que a densidade de DNTs aumenta antes da formação de placas amiloides, indicando um papel potencial no inĂcio da doença de Alzheimer.
- “Nosso modelo computacional corroborou essas descobertas, fornecendo assim uma ligação mecanicista entre as alterações dos nanotubos e a progressão da patologia da doença”, disseram os autores do estudo.
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Implicações para o futuro
Embora os DNTs ainda sejam pouco compreendidos, o estudo fornece novos insights sobre como a doença de Alzheimer pode se propagar em nĂvel celular. Compreender essas estruturas pode abrir caminhos para intervenção precoce e novas abordagens terapĂŞuticas.
Pesquisas futuras devem explorar outros papéis dos DNTs na função cerebral e na progressão de doenças neurodegenerativas, destacando a importância de estudar essas “pontes celulares” na saúde e na doença.

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