A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, selou uma parceria estratégica com a Amazon Web Services (AWS) para a utilização de chips Graviton. O acordo, segundo a CNBC, terá duração de pelo menos três anos e é estimado pela AWS em bilhões de dólares.
O contrato prevê a implementação de “dezenas de milhões de núcleos” de processamento para sustentar as crescentes ambições de inteligência artificial da companhia de Mark Zuckerberg.
O retorno do protagonismo das CPUs
Embora as unidades de processamento gráfico (GPUs), como as da Nvidia, continuem sendo fundamentais para o treinamento inicial de grandes modelos de IA, o cenário muda após essa etapa. Segundo a Reuters, uma vez que os modelos são treinados e implantados, eles frequentemente passam a rodar em unidades centrais de processamento (CPUs).
O mercado de CPUs vive um renascimento impulsionado pela IA. De acordo com a CNBC, a Intel reportou recentemente que a demanda por chips de servidor Xeon está superando a oferta, sinalizando que esses processadores voltaram a ser a base indispensável da era da inteligência artificial.
Eficiência energética e redução de custos
Os chips Graviton, baseados na arquitetura Arm e desenvolvidos internamente pela AWS desde 2018, oferecem vantagens competitivas que atraíram a Meta:
- Economia de energia: consomem até 60% menos energia do que outras opções de computação.
- Custo-benefício: oferecem o melhor desempenho por preço dentro do serviço EC2 da Amazon.
- Escalabilidade: a Meta utilizará os chips para tarefas de “post-training” (refinamento de modelos) e para suportar o que chama de “IA agêntica”.
“À medida que escalamos a infraestrutura por trás das ambições de IA da Meta, diversificar nossas fontes de computação é um imperativo estratégico”, afirmou Santosh Janardhan, chefe de infraestrutura da Meta, em comunicado citado pela Reuters.
Estratégia de expansão e cortes
Atualmente, cerca de 3,6 bilhões de pessoas utilizam os aplicativos da Meta diariamente. Para suportar essa carga, a empresa opera 32 data centers. No entanto, o investimento massivo em hardware ocorre em um momento de reajuste interno: na última quinta-feira (23), a Meta anunciou a demissão de aproximadamente 8.000 funcionários (10% de sua força de trabalho) para equilibrar os gastos com expansão de infraestrutura.
Além do acordo com a Amazon, a Meta já assinou contratos recentes que somam US$ 48 bilhões com empresas como CoreWeave e Nebius para garantir acesso a GPUs da Nvidia, conforme detalhado pela CNBC. A adoção dos chips Graviton coloca a Meta no grupo dos cinco maiores clientes da tecnologia da AWS, ao lado de nomes como Apple e Adobe.
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