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Agricultor realmente achou petróleo em seu sítio. Ele vai ficar rico? Entenda

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado num sítio no interior do Ceará é petróleo. O próximo passo é estudar o tamanho das reservas e a viabilidade da exploração.

No entanto, a agência apontou, em nota enviada ao G1, que “não há prazo estabelecido para a conclusão da avaliação técnica”. E mesmo após a conclusão dela, não há garantia de que a área será explorada comercialmente. Isso porque os interessados na exploração precisam analisar se a operação compensa.

Quem encontrou o petróleo em questão foi o agricultor Sidrônio Moreira, no município de Tabuleiro do Norte (CE), enquanto buscava água, em 2024. A ideia era fazer um poço artesiano no sítio, que não tinha água encanada e dependia de uma adutora antiga da cidade.

Agricultor encontrou petróleo no seu sítio – e agora?

Logo após a descoberta, em novembro de 2024, a família de Sidrônio percebeu que o líquido não era água por ser viscoso e ter cheiro de combustível. Então, buscou ajuda especializada.

O Instituto Federal do Ceará (IFCE) foi acionado e fez os primeiros testes laboratoriais, que indicaram que o material possuía as mesmas características físico-químicas do petróleo encontrado em região vizinha, no Rio Grande do Norte. Com esses indícios em mãos, a família comunicou a ANP sobre o achado em julho de 2025.

Pessoa segurando amostra de petróleo
A ANP confirmou, na quarta-feira (20), que o líquido viscoso escuro encontrado pelo agricultor era petróleo cru – Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sete meses de espera depois, técnicos do órgão regulador visitaram o sítio de Sidrônio. Isso ocorreu em março de 2026, após o G1 revelar o caso. Inclusive, a equipe técnica ficou surpresa com o fato de petróleo ter jorrado de uma profundidade tão rasa (40 metros). A confirmação de que a substância era petróleo cru veio na quarta-feira (20).

Agora, o processo está na fase de avaliação técnica e administrativa. A ANP determinou que a área do poço deve permanecer isolada e que ninguém deve retirar novas amostras ou ter contato com o material, devido aos riscos envolvidos. O objetivo é estudar o contexto geológico da região para entender se o que foi encontrado é apenas um acúmulo pequeno ou se faz parte de uma reserva maior.

Os próximos passos da jornada envolvem a definição do tamanho das reservas e a análise da viabilidade comercial. Se os estudos forem positivos, a ANP poderá dividir a região em blocos de exploração para serem oferecidos em leilões a empresas interessadas. Contudo, esse processo é longo e envolve diversas etapas, como a obtenção de licenças ambientais e a instalação de infraestrutura. Isso pode levar anos.

O subsolo pertence à União. Mas o agricultor poderá receber até 1% se houver exploração comercial. Por ora, Sidrônio Moreira segue as orientações da ANP. E aguarda a conclusão das pesquisas que dirão se o seu sítio se tornará, de fato, um campo de produção.

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