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OpenAI entra na disputa dos chips e desafia Nvidia e Google

A OpenAI apresentou seu primeiro chip de inteligência artificial personalizado, desenvolvido em parceria com a Broadcom. O movimento marca uma mudança importante na estratégia da empresa: reduzir a dependência de fornecedores externos e ganhar mais controle sobre sua própria infraestrutura de IA.

O processador, chamado Jalapeño, foi criado para acelerar tarefas usadas em chatbots como o ChatGPT e outras aplicações baseadas em modelos de linguagem. E, na prática, ele atua justamente no ponto mais sensível desse tipo de tecnologia: a geração de respostas em tempo real, explica a Reuters.

Apresentação do chip Jalapeño
Jalapeño já passou por testes internos e promete mais eficiência no funcionamento de grandes modelos de linguagem. – Imagem: Divulgação/OpenAI

Onde o Jalapeño realmente faz diferença

O chip foi desenvolvido pelos engenheiros da OpenAI em parceria com a Broadcom, com foco em uma etapa específica chamada inferência — o momento em que o sistema processa uma pergunta e devolve uma resposta.

É um detalhe técnico, mas decisivo. É ali que tudo precisa acontecer rápido e sem travamentos.

  • chip desenvolvido em parceria entre OpenAI e Broadcom
  • foco em inferência de modelos de IA
  • otimização para grandes modelos de linguagem (LLMs)
  • desempenho comparável a chips da Nvidia e do Google
  • uso exclusivo pela OpenAI em seus sistemas

Segundo a empresa, os primeiros testes internos já mostraram bons resultados, com o chip rodando modelos avançados dentro do esperado. Ainda em fase inicial, mas já considerado promissor dentro da companhia.

pinça segura um chip em primeiro plano com o logo da Broadcom ao fundo
OpenAI apresenta chip Jalapeño, criado com a Broadcom, para acelerar tarefas em chatbots como o ChatGPT. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

A corrida por chips virou uma disputa direta entre gigantes

Google, Amazon e Meta também estão no mesmo caminho. Todas vêm investindo no desenvolvimento de chips próprios para tentar reduzir custos e, principalmente, não depender totalmente da Nvidia — hoje dominante nesse mercado.

O motivo é simples: a demanda por processamento explodiu com a popularização dos chatbots e das ferramentas generativas. E a infraestrutura virou gargalo.

Os engenheiros da OpenAI levaram cerca de nove meses para concluir o projeto do chip antes de enviá-lo para fabricação na TSMC, em Taiwan.

O desenvolvimento também teve um ponto curioso: parte do processo foi acelerada com uso de inteligência artificial, segundo a própria OpenAI. Ou seja, a IA ajudando a construir mais IA.

Logo do ChatGPT em na tela de um notebook e na tela de um smartphone
A corrida por chips de inteligência artificial cresce com a alta demanda por processamento em ferramentas generativas. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Mais do que software: o jogo agora é no hardware

De acordo com a Broadcom, o desempenho do Jalapeño é comparável ao de soluções como as GPUs Blackwell da Nvidia e às TPUs do Google. Mas, nos bastidores, o que importa mesmo é outra coisa.

Para a OpenAI, ter um chip próprio significa autonomia. Menos dependência da cadeia tradicional e mais controle sobre o ritmo de evolução dos seus modelos.

Acreditamos que ele apresentará alto desempenho em todos os tipos de futuras iterações de LLMs.

Richard Ho, chefe de hardware da OpenAI, à Reuters.

A empresa já trabalha em novas versões dentro de uma linha contínua de desenvolvimento. Enquanto isso, a produção dos sistemas de servidor ficará com a Celestica.

No fim das contas, o cenário fica cada vez mais claro: a disputa pela liderança em inteligência artificial não está só no código. Está no silício também. E isso muda o jogo — talvez mais do que parece à primeira vista.

O post OpenAI entra na disputa dos chips e desafia Nvidia e Google apareceu primeiro em Olhar Digital.

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