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Artemis 3: NASA detalha como será a missão que antecede o pouso na Lua

Inicialmente, a missão Artemis 3 seria responsável por realizar o primeiro pouso humano na Lua desde a era Apollo, finalizada em 1972. No entanto, conforme noticiado pelo Olhar Digital, houve uma revisão do planejamento, que transferiu essa função para a Artemis 4, que deve ser lançada em 2028.

Com isso, a etapa seguinte ao sucesso que foi a Artemis 2 deixará de ser uma descida lunar e passará a funcionar como um voo de testes em órbita da Terra, previsto para ocorrer em 2027.

Em resumo:

  • Artemis 3 deixa de ser pouso lunar e vira etapa intermediária;
  • Missão está prevista para 2027 em órbita da Terra;
  • Objetivo é realizar testes para validar tecnologias e reduzir riscos futuros;
  • Empreitada envolve Orion, SLS e módulos privados Starship e Blue Moon;
  • Astronautas testam acoplamento e sistemas de suporte à vida;
  • Missão também testa escudo térmico, CubeSats e prepara futuras missões a Marte.
Esboço do programa Artemis, da NASA, após a reestruturação – Crédito: NASA

Artemis 3 é uma das missões mais complexas da NASA

Segundo a NASA, o objetivo principal dessa nova configuração é validar tecnologias e operações essenciais para futuras missões à superfície lunar. Em vez de pousar na Lua, a Artemis 3 servirá como uma etapa intermediária para verificar se diferentes espaçonaves, sistemas e equipes conseguem operar de forma integrada e segura. O foco está em reduzir riscos antes do retorno de astronautas ao solo lunar, especialmente na região do Polo Sul.

A Artemis 3 será uma das missões mais complexas já realizadas pela NASA. Pela primeira vez, a agência coordenará uma operação com múltiplos lançamentos e forte participação de empresas privadas. Estão envolvidos a cápsula Orion, da própria NASA, e os módulos de pouso desenvolvidos pela SpaceX (Starship) e pela Blue Origin (Blue Moon Mark 2).

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Representação visual do teste de acoplamento entre a Orion e a Starship na órbita da Terra – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

A missão começará com o lançamento da Orion pelo foguete Space Launch System (SLS), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A espaçonave levará quatro astronautas para a órbita baixa da Terra. Diferentemente do plano original, o foguete não usará um estágio superior com propulsão ativa.

No lugar desse sistema, será instalado um “espaçador”, uma estrutura com a mesma massa e dimensões do estágio superior, mas sem motores. Esse componente mantém a configuração física do foguete semelhante à de missões futuras. Ele está sendo produzido no Centro Marshall, no Alabama, onde engenheiros trabalham na fabricação e preparação das peças estruturais.

Após o lançamento, a cápsula Orion utilizará seu módulo de serviço, desenvolvido na Europa, para realizar manobras e estabilizar sua órbita ao redor da Terra. Esse sistema é responsável pela propulsão, energia e controle da nave durante toda a missão.

A escolha por manter a operação em órbita terrestre traz vantagens importantes. Segundo a NASA, esse modelo amplia as possibilidades de lançamento e facilita a coordenação entre os diferentes veículos envolvidos. Isso inclui a Orion e os protótipos dos módulos de pouso das empresas parceiras.

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Representação visual do teste de acoplamento entre a Orion e o módulo Blue Moon na órbita da Terra – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Durante a missão, os astronautas poderão entrar em pelo menos um dos módulos de pouso em teste. Essa etapa permitirá avaliar como será a movimentação da tripulação entre espaçonaves e testar os sistemas de acoplamento em condições reais.

Os astronautas também passarão mais tempo dentro da Orion do que na missão Artemis 2, o que permitirá uma análise mais detalhada dos sistemas de suporte à vida, como controle de temperatura, fornecimento de oxigênio e reciclagem de recursos essenciais.

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Outro ponto central será a demonstração do sistema de acoplamento da Orion. Pela primeira vez, a NASA pretende testar completamente essa tecnologia em uma missão tripulada. Esse sistema será fundamental para futuras operações em órbita lunar e também para missões mais distantes, como as planejadas para Marte.

A missão também incluirá testes de um novo escudo térmico durante o retorno da cápsula à Terra. O acessório foi projetado para suportar temperaturas extremas na reentrada e aumentar a segurança em trajetórias mais exigentes.

Nas próximas semanas, a NASA continuará ajustando detalhes do voo, incluindo duração da missão, seleção da tripulação e possíveis atividades científicas em órbita. A agência também estuda novas formas de comunicação com a Terra, já que a Rede de Espaço Profundo (DNS), que apoiou a Artemis 2, não será utilizada desta vez.

Outra possibilidade em análise é o lançamento de pequenos satélites CubeSats durante a missão, com participação de instituições e empresas parceiras. Esses experimentos devem ampliar o alcance científico do voo.

Podemos perceber que, mesmo sem pousar na Lua, a Artemis 3 será uma etapa fundamental do programa, como um grande teste geral, preparando tecnologias, procedimentos e equipes para o retorno humano à superfície lunar e para futuras missões tripuladas a Marte.

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