A Lotus anunciou uma mudança importante em sua estratégia para os próximos anos. A marca confirmou que voltará a investir em carros com motores a combustão, abandonando na prática o plano anterior de se tornar uma fabricante exclusivamente elétrica.
A nova direção faz parte do programa “Focus 2030”, apresentado pela marca britânica controlada pela chinesa Geely. A iniciativa prevê uma linha composta por modelos elétricos, híbridos e também veículos movidos a combustão interna.
Nos últimos anos, a Lotus havia sinalizado que encerraria gradualmente seus carros a gasolina para focar totalmente nos veículos elétricos. Agora, diante das mudanças no mercado automotivo global e do ritmo mais lento da eletrificação em alguns segmentos, a empresa decidiu reformular os planos.
Os híbridos devem assumir papel central nessa nova fase da fabricante. A Lotus destacou especialmente a tecnologia “Hybrid-X”, já utilizada na versão chinesa do SUV Eletre, chamada Eletre X.
O sistema híbrido também será a base do futuro Type 135, novo supercarro da marca previsto para estrear em 2028. O modelo terá um motor V8 híbrido com potência estimada em 986 cavalos e deverá ser produzido na Europa. Até agora, a empresa divulgou apenas uma imagem teaser do novo veículo.
A retomada da combustão também será percebida em curto prazo. A Lotus informou que prepara uma atualização para o Emira, atualmente seu último carro movido apenas a gasolina. Segundo a fabricante, a nova versão será “o Emira mais potente e leve já construído”, numa tentativa de atender à demanda contínua por esportivos tradicionais.

Mudança de estratégia da Lotus vai além dos elétricos
O movimento marca o retorno da Lotus aos motores V8 em modelos de alto desempenho, algo que a marca não fazia desde o fim da produção do Esprit, encerrada em 2004. O carro ficou conhecido mundialmente após aparecer em um filme de James Bond na década de 1970.
Além da revisão tecnológica, a empresa também reduziu suas expectativas de crescimento.
Antes de 2020, a Geely projetava transformar a Lotus em uma fabricante de grande volume, com vendas anuais de até 150 mil veículos. Agora, a meta foi reduzida para 30 mil unidades por ano, numa estratégia mais focada em sustentabilidade financeira e lucratividade.
Mesmo assim, o objetivo ainda é considerado ambicioso para a marca, cujas vendas anuais chegaram a ficar abaixo de 10 mil unidades em alguns períodos.
A Lotus também afirmou que pretende integrar de forma mais próxima suas operações no Reino Unido e na China para acelerar processos de inovação e desenvolvimento de produtos.
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