As ações do Spotify caíram mais de 13% na abertura do mercado nesta terça-feira (28). O recuo veio logo após a empresa divulgar os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026.
Embora os números passados tenham sido positivos, o mercado reagiu mal às projeções futuras apresentadas pela gigante do streaming, que vieram abaixo do esperado pelos analistas.
No primeiro trimestre, a receita da companhia subiu 8%, atingindo 4,5 bilhões de euros (aproximadamente R$ 26 bilhões). Além disso, a base de usuários ativos mensais cresceu 12%, totalizando 761 milhões de pessoas.
No entanto, nem mesmo o recorde de audiência foi suficiente para acalmar investidores, que agora focam na desaceleração do ritmo de crescimento da plataforma.
Metas de assinantes abaixo do esperado e incertezas financeiras derrubam ações do Spotify
O principal motivo do pessimismo é a projeção para o segundo trimestre de 2026: o Spotify espera alcançar 299 milhões de assinantes Premium.
Embora o número pareça alto, ele frustrou o mercado financeiro, que projetava uma meta de pelo menos 300,4 milhões de usuários pagantes.
A própria empresa admitiu em sua apresentação de resultados que essas previsões estão sujeitas a uma “incerteza substancial”, o que aumentou a insegurança entre acionistas.
Outro ponto de pressão foi o lucro operacional estimado em 630 milhões de euros (R$ 3,6 trilhões) para o próximo período, valor inferior aos 680 milhões de euros (R$ 3,9 trilhões) previstos por analistas da FactSet.

Esse descompasso ocorre mesmo após o Spotify adotar estratégias agressivas para aumentar a lucratividade, como o reajuste de preços nos Estados Unidos, onde a assinatura mensal subiu de US$ 11,99 (R$ 60) para US$ 12,99 (R$ 65) em fevereiro.
A queda recente aprofunda o cenário negativo para a empresa na bolsa de valores em 2026. Até o fechamento de segunda-feira (27), as ações do Spotify acumulavam desvalorização de 14% no ano.
Com o tombo atual de 13%, a companhia enfrenta o desafio de provar que seus sucessivos aumentos de preço não vão limitar a expansão da sua base de assinantes premium. Isso num mercado cada vez mais competitivo.
(Essa matéria usou informações da CNBC.)
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