Atenção: a matĂ©ria a seguir inclui uma discussĂŁo sobre suicĂdio. Se vocĂŞ ou alguĂ©m que vocĂŞ conhece precisar de ajuda, procure ajuda especializada. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24h por dia pelo telefone 188. TambĂ©m Ă© possĂvel conversar por chat ou e-mail.
Algoritmos de aprendizado de máquina para IA desenvolvidos para prever risco de suicĂdio ou automutilação apresentam desempenho insatisfatĂłrio e nĂŁo sĂŁo mais eficazes que mĂ©todos tradicionais de avaliação de risco.
A conclusão vem de um estudo publicado em 11 de setembro no PLOS Medicine por Matthew Spittal, da Universidade de Melbourne, na Austrália, e colaboradores.

Detalhes do estudo
- A equipe realizou uma revisĂŁo sistemática e meta-análise de 53 estudos envolvendo mais de 35 milhões de prontuários mĂ©dicos e quase 250 mil casos de suicĂdio ou automutilação atendidos em hospitais.
- Embora os algoritmos tenham demonstrado alta especificidade – ou seja, sĂŁo bons para identificar pessoas que nĂŁo tentarĂŁo suicĂdio – eles falham em reconhecer grande parte daqueles que efetivamente apresentam risco.
- Mais da metade dos indivĂduos que posteriormente se automutilaram ou tentaram suicĂdio havia sido classificada como de baixo risco.
- Entre os considerados de alto risco, apenas 6% morreram por suicĂdio e menos de 20% voltaram aos serviços de saĂşde por automutilação.

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Pesquisa na área precisa avançar
Os autores destacam que a qualidade da pesquisa na área ainda Ă© baixa, com risco de viĂ©s em muitos estudos, e afirmam que nĂŁo há evidĂŞncias suficientes para mudar as diretrizes clĂnicas atuais.
Essas diretrizes já desencorajam o uso de avaliações de risco – e agora também dos algoritmos de IA – como única base para priorizar intervenções ou alocar recursos de prevenção.

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